quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Trailer e poster de "Star Wars: The Last Jedi"


Foi revelado o poster e trailer de Star Wars: The Last Jedi, novo filme da franquia realizado por Rian Johnson (Looper):


Enquanto que em Star Wars: The Force Awakens, o filme A New Hope (1977) foi claramente uma influência, parece que nesta prequela o realizador terá tido oportunidade de seguir por uma via mais original e que conduza a história a novos rumos.

Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi estreia em Portugal a 14 de Dezembro.

domingo, 8 de outubro de 2017

Mark Webber mistura ficção e realidade em "Flesh and Blood"


O actor Mark Webber (Green Room) estrou no SXSW 2017 o seu mais recente filme, Flesh and Blood:


No papel de actor, argumentista e realizador conta a história da sua prórpria família, com o elenco a incluir elementos da sua família, como o seu irmão mais novo Guillermo Santos (que sofre de Síndrome de Asperger) e pai deste, assim como a sua própria mãe, Cheri Honkala, activista anti-pobreza e candidata do Green Party à vice-presidência norte-americana em 2012.

Com estreia prevista para o Outono nos Estados Unidos.

sábado, 7 de outubro de 2017

Trailer da série da Amazon, "Philip K. Dick’s Electric Dreams"


Philip K. Dick é um dos escritores de ficção-científica mais influentes e prolíficos. Philip K. Dick's Electric Dreams será a nova série antológica da Amazon, ao género de Black Mirror, com cada capítulo inspirado num conto do autor norte-americano (The Man in the High Castle, Blade Runner).


Ao elenco juntam-se estrelas como Steve Buscemi (Boardwalk Empire), Timothy Spall (Mr. Turner), Bryan Cranston (Breaking Bad), Julia Davis (Nighty Night) e Geraldine Chaplin (Chaplin). Na direcção estão nomes como Dee Rees (Pariah), Alan Taylor (Thor: The Dark World) e Julian Jarrold (Brideshead Revisited).

Philip K. Dick's Electric Dreams tem estreia prevista para 2018.

Trailer de "Pacific Rim: Uprising"


Foi finalmente revelado o primeiro trailer de Pacific Rim: Uprising, sequela do filme de Guillermo del Toro:


O realizador escolhido para a tarefa foi Steven S. DeKnight, produtor executivo de séries como Spartacus e Daredevil. No filme seguiremos uma nova geração de pilotos Jaeger, dez anos após os eventos do filme de 2013. John Boyega interpreta o papel do filho de Stacker Pentecost (Idris Elba), que contracena com Rinko Kikuchi.

Pacific Rim: Uprising estreia em Portugal a 5 de Abril de 2018.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A Rainha de Espanha, por Carlos Antunes



Título original: La reina de España
Realização: Fernando Trueba
Argumento: Fernando Trueba
Elenco: Penélope Cruz, Cary Elwes, Mandy PatinkinJavier Cámara


Esta é a sequela d' A Menina dos Teus Olhos, o último filme de Fernando Trueba a estrear comercialmente entre nós, não contando com a obra-prima Chico y Rita que outro Cine Fiesta mostrou.
Não há que conhecer o filme com quase vinte anos para ir ver este, embora ajude a perceber que o realizador continua a fazer cinema sobre as referências passadas que lhe dão prazer.
Era uma abordagem ainda surpreendente no final dos anos 1990, sobretudo num filme sobre a própria indústria que corria o melodrama para falar de questões políticas.
Tal como foi ainda uma abordagem refrescante no filme que realizou com Tono Errando e Javier Mariscal em que a animação lhe trazia possibilidades extraordinárias devidamente aproveitadas.
A Rainha de Espanha volta a tentar equilibrar o estado de um cinema tendencialmente patético com a questão social que faz duvidar da pertinência de tal indústria. Trata-se do mesmo filme que Trueba já havia feito mas desprovido de real tensão dramática.
Mesmo para aqueles que descobrem Macarena Granada (Penélope Cruz) pela primeira vez, o filme mostrar-se-á oco, precisamente no lugar onde deveria ter toda a sua intensidade.
Há uma magnífica recriação de elementos de época dentro do cenário de uma mega-produção sob o jugo Franquista. De tal maneira realista, sublinha a artificialidade de diversas componentes da imagem de grandiosidade que o cinema tentava passar na tela.
Dentro desse cenário passa-se a trama maior, a da filmagem de um épico sobre Isabel I com produção americana e dinheiro do General Franco que é o ponto de encontro dos que conspiram para se opôr ao ditador e salvar Blas Fontiveros, o realizador de La Niña de tus ojos entretanto caído em desgraça pelas suas convicções.
A par dessas muitas outras tramas menores decorrem, cada uma traçando um retrato da colorida vida de Hollywood ou da cinzenta realidade espanhola que ela veio afectar.
Um argumentista comunista proscrito que faz Macarena ver que o seu Método pouco importa perante um argumento que era sobre Colombo antes do dinheiro de Franco o transformar naquela farsa nacionalista.
A estrela máscula de Hollywood seduz abertamente um actor espanhol que para chorar tem de apertar um testículo
Tudo isto sob a supervisão de um realizador muito experiente mas no ocaso da sua vida, que não resiste a dormir na cadeira - uma caricatura de John Ford levada até à pala e que este não merece.
São retratos de uma forma de fazer cinema que já não existe e que apesar das suas muitas incoerências levava à criação de algumas obras-primas, além de muitas outras películas que ainda merecem a mística que lhes aplicamos hoje em dia.
Só que a presença americana não chega a causar confronto com Espanha, ela própria, pois aquela gente do cinema não chega a sair à rua.
Toda a despesa fica a cargo da trupe espanhola que se lança ao salvamento do antigo colega de filmagens preso num campo de trabalhos forçados onde os captores o tentam matar - por motivos que o filme mal explora e que não importam à trama.
Trama, o que o filme menos tem, solavacando por situações que se contentam em terminar no gag sem perseguirem a importância que deveriam ter numa visão mais lata da história daqueles personagens.
Fossem as piadas - mesmo as poucas que resultam - dirigidas a uma condenação da permissividade política da época e, mesmo que relutante, haveria brandura para as lentas duas horas do filme.
Quando Franco finalmente aparece não tem capacidade de se mostrar como o vilão capaz de ensombrar a vida de um país inteiro.
A alternativa passava pela vingança pelo ridículo. Estranhamente, Trueba não arrisca caricaturá-lo como fizera a Joseph Goebbels n' A Menina dos Teus Olhos.
O que antes era a mistura de amor ao Cinema e o sentido crítico dos termos em que este era feito é agora matéria de humor fácil a que o realizador parece obrigado a regressar.
O filme carece de gravitas, mesmo que expressa por um humor confrontacional. O sinal mais claro disso vem de uma piada envolvendo sodomia.
Trata-se de uma violação, explícita ainda que invisível no ecrã, à qual o público deve ser relativamente indiferente pois passa-se com um homem latino, sinónimo de um pouco homofóbico - apesar de trabalhar com dois homossexuais casados por conveniência.
Passar a noção de que a sexualidade era uma moeda de troca como qualquer outra perante a perspectiva de uma carreira em Hollywood não é um problema. Que tal aconteça sem consentimento do interessado e muito menos com uma concreta recompensa dele (embora tal não viesse amenizar essa realidade) é que se mostra como sinal de que o espírito desta sequela se limita ao humor de grande público e não ao da relevância do discurso sobre o amor ao cinema com um olhar crítico trazido pela distância temporal.
Apesar de falar da década de 1950, este é um filme sem sentido de urgência. Irrelevante na demonstração histórica dos muitos problemas de fazer cinema entre Hollywood e a Europa naquela época.
O seu sucesso só poderá vir da sua estrela, uma Penélope Cruz que parece imbuída do espírito da star que representa. Incapaz de envelhecer mas capaz de actuar de forma brilhante mesmo no seio do absurdismo.
Mesmo que o filme não tenha conseguido justificar o título de "rainha de Espanha" no momento em que se encerra com o iris shot do rosto de Macarena que é já Penélope aos nossos olhos.




quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Review: Please Like Me - Temporada 1

Por Joaquim Silva.

"You know that I'm greedy for love."


A adolescência é difícil. A puberdade manifesta-se, as hormonas tomam conta do físico e, sem que nada possa ser feito, alteram para sempre o psicológico. Sim, o plano de existência superior, metafísico, transcendente, aquele que atribuímos à personalidade, à cognição, ao zodíaco, enfim, a tudo menos às hormonas, é inquestionavelmente moldado (também) por elas. Mas e depois, quando se entra na idade adulta? Temos tudo resolvido ou a vida cada vez se complica mais?

Please Like Me aborda a vida de Josh, um jovem de 20 anos, que, pelo que se percebe, não estuda nem trabalha, mantém uma relação com Claire, é o melhor amigo de Tom e não gosta da namorada deste, Niamh. Abruptamente, Claire tem a epifania que Josh é gay, acaba com ele e destrói o seu pequeno mundo de tudo simples.

Ancorada numa formula simples, mas (extremamente) eficaz de comédia moderna, sem faixas de riso e sem situações inconcebíveis ao comum mortal, Please Like Me explora a redescoberta de Josh da sua vida, do ambiente que o rodeia, dos seus sentimentos em relação ao divórcio dos pais e tentativas de suícidio da mãe, e mais que tudo, das suas próprias necessidades de aceitação. É uma insuportavelmente leve e adequada metáfora da condição humana mais elementar: a vida em grupo. Josh revela-se um jovem emocionalmente fragilizado, infantil por vezes, e ingénuo ao efeito que a sua frieza e distância criam nos que o rodeiam - insegurança e exclusão. Assim, na sua busca pelo seu lugar, Josh acaba por forçar todos a repensarem os seus, desde Tom (que não consegue terminar com Niamh), a Geoffrey (o "namorado" demasiado bem resolvido de Josh), até Rose e Adam.

Apesar da sua orientação cómica, Please Like Me também lida com temas sensiveis, como a depressão nos mais velhos, a redefinição da orientação sexual e o processo de coming out - uma das cenas mais despretensiosas é a de Geoffrey a verbalizar que Josh é gay para a sua família, algo que o próprio ainda não havia feito.

Assim, Please Like Me é mais uma série que lida com a descoberta do eu - em todas as vertentes - e da sua influência no ambiente que o rodeia. A expressão de liberdade em Please Like Me é audivelmente muda, pois os limites de cada um são a cada momento manobrados para encaixar o outro, sem que seja necessário denotá-lo - assume-se esse fenómeno como natural.


ABC 2 / Netflix

Temporada 1

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Baby Driver - Alta Velocidade, por Eduardo Antunes

https://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/08/baby-driver-alta-velocidade-por-eduardo.html

Título original: Baby Driver (2017)
RealizaçãoEdgar Wright
Argumento: Edgar Wright

Se existe uma palavra que descreva o realizador de filmes tão distintos quanto Shaun of the Dead, Hot Fuzz e Scott Pilgrim vs. the World é a paixão com que se entrega à exploração do tema em que a cada filme se propõe explorar, com uma imaginação e dedicação tamanhas como se vê em tão poucos cineastas hoje em dia, qualidades as quais Edgar Wright volta a demonstrar com Baby Driver.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, por Eduardo Antunes

https://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/08/valerian-e-cidade-dos-mil-planetas-por.html

RealizaçãoLuc Besson
Argumento: Luc Besson

Podemos já confiar em Luc Besson para nos trazer filmes interessantes e estimulantes (visualmente e não só). Apesar do exagero conceptual da premissa do seu último filme Lucy e da forma como abordava de forma leviana alguns dos temas aí presentes, oferecia-nos uma peça de entretenimento como por vezes é difícil de descobrir em muitos "puros" blockbusters  americanos. E é desse mesmo dilema que sofre este filme.

sábado, 8 de julho de 2017

Planeta dos Macacos: A Guerra, por Eduardo Antunes

http://splitscreen-blog.blogspot.pt/2017/07/planeta-dos-macacos-guerra-por-eduardo.html

Título originalWar for the Planet of the Apes (2017)
Realização: Matt Reeves
ArgumentoMark Bomback, Matt Reeves

Devo confessar que não fiquei imediatamente convencido com o primeiro filme desta agora trilogia na sua possível qualidade enquanto um remake distante da série original de filmes. Mas com a primeira tentativa com Matt Reeves ao leme, serei sempre o primeiro a tentar convencer qualquer pessoa a investir o seu tempo num intenso drama com símios em vez de humanos como personagens centrais. E ainda que este "último" filme não atinja o patamar do filme que o precede, é uma conclusão tematicamente bem conseguida no seguimento daquilo que fez esta nova série de filmes destacar-se logo à partida.

Homem-Aranha: Regresso a Casa, por Eduardo Antunes

https://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/07/homem-aranha-regresso-casa-por-eduardo.html

Título originalSpider-Man: Homecoming (2017)
RealizaçãoJon Watts

Após o cansaço da semelhança entre as diferentes iterações da personagem até hoje, e após uma breve mas apreciada aparição de Tom Holland em Captain America: Civil War, as expectativas para este filme eram no mínimo altas, mais não fosse para entender como poderia resultar a parceria entre os estúdios da Marvel e Sony. Felizmente, esta interpretação do Homem-Aranha distancia-se o suficiente das anteriores para nos fazer interessar e querer ver mais de futuro.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Review: Rupaul's Drag Race - Temporada 9

Por Joaquim Silva.

"When Love Takes Over, You Know You Can't Deny"

Neste momento, já todos devem estar familiarizados com o fenómeno da cultura LGBT internacional RuPaul's Drag Race - um reality show em que um grupo de concorrentes, drag queens, atua numa série de desafios pelo direito ao título de America's Next Drag Superstar (relativamente aproximado do ainda mais popular America's Next Top Model).

Tipicamente, não me debruço sobre programas televisivos não roteirizados. Tecnicamente, RuPaul's Drag Race é um reality show, de natureza muito pouco scriptada (suspendamos a descrença, por uns momentos, e acreditemos). Assim, importa ressalvar: RuPaul's Drag Race é um fenómeno de popularidade, e isso sim justifica uma crónica de opinião.

Desde a sua estreia, em 2007, transmitida pela LogoTV (canal exclusivo dos EUA) que RuPaul's Drag Race apelou a um segmento específico de público. No entanto, a sua nona temporada foi transmitida pelo canal VH1, contou com o episódio mais visto de sempre (Oh My Gaga - episódio 1) e mais uma vez sofreu uma metamorfose artística e de storytelling. Os seus episódios consistiam numa fórmula mais ou menos constante: mini-challenge, main challenge, runway, lipsync for your life. Alguns desafios, como o Snatch Game, ou o Reading is Fundamental, são recorrentes em todas as temporadas e esperados ansiosamente pelos fãs do formato.

Mais do que um showcase de Drag Queens, o programa dá uma plataforma para a discussão de assuntos de interesse da comunidade LGBT, com uma leveza séria que só pessoas do meio artístico com maior expressão no mundo homossexual conseguem imprimir. Desde as pageant queens, às shady queens, às comic queens, até àquelas que ainda estão a descobrir a sua identidade (looking at you, Aja), o programa conta com um elemento chave que une todas estas personagens: a luta. Pela identidade, seja de género, de expressão, artística ou simplesmente o direito à existência.

Contudo, o que de mais impressionante existiu na temporada 9 foram as concorrentes: Charlie Hides, a mais velha participante de sempre, com 52 anos; Trinity Taylor, a maior surpresa da herstory; Shea Coulée, dançarina exímia e sempre preparada; Aja e Valentina, duas front-runners simultaneamente amadas e odiadas pelo público, que protagonizaram os dois momentos mais memoráveis dos episódios regulares ("You're perfect, you're beautiful" | Untucked ep 2) e o momento mais tenso de sempre no lipsync for your life ("maskgate" | Episódio 7).

O episódio final, com a coroação, criou a sua própria controvérsia: através de um modelo de morte súbita por lipsync, RuPaul criou intriga, expectativa, interesse e surpresa. Sasha Velour, uma das concorrentes com o histórico mais consistente, acabaria por gravar para sempre o seu nome nas páginas da história com as suas performances impressionantes de duas músicas do ícone Whitney Houston.

Assim, concorde-se ou não, Sasha Velour mereceu indubitavelmente a vitória na corrida, e torna-se legitimamente America's Next Drag Superstar. Com uma fórmula renovada, com algumas falhas mas acima de tudo com passagens inesquecíveis, RuPaul's Drag Race é uma aposta ganha, tanto do criador, RuPaul Charles, como da VH1, como de todos que um dia duvidaram que a cultura LGBT pudesse ter tanta expressão, importância e relevância na sociedade como hoje a vemos.



VH1

Temporada 9

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Transformers: O Último Cavaleiro, por Eduardo Antunes


Título original: Transformers: The Last Knight (2017)
RealizaçãoMichael Bay

Se recentemente 13 Hours (ainda por ver) e Pain & Gain mostraram alguma coisa é de que Michael Bay não tem receio e consegue perfeitamente atacar outros géneros e histórias com grande sucesso, no caso do segundo. Mas o dinheiro certamente falará mais alto para Michael Bay, e assim aqui regressa ele, sem grande investimento extra posto na sua própria realização, para mais um filme de Transformers cheio de acção e com muito pouca emoção.

sábado, 10 de junho de 2017

A Múmia, por Eduardo Antunes

http://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/06/a-mumia-por-eduardo-antunes.html

Título original: The Mummy (2017)
Realização

Já há algum tempo que os estúdios da Universal tentam trazer os clássicos filmes de monstros para um ambiente mais moderno. E naquilo que a versão de 1999 conseguiu acertar, pelo compromisso em se assumir como algo completamente diferente, todas as tentativas seguintes falharam de uma ou outra forma. E esta versão de The Mummy não é excepção.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Ciclo e Colóquio O Cinema e a Cidade


No próximo mês de Setembro, a Cinemateca apresentará um ciclo de filmes dedicados à relação entre o cinema e a cidade, que incluirá um colóquio sobre o tema e será seguido por sessões de projeção e debate em outras salas de Lisboa e do país. No colóquio, a realizar nos dias 28 e 29 de Setembro, para além de intervenções de participantes convidados, serão também acolhidas comunicações de outros potenciais intervenientes que desejem abordar o tema, escolhidas entre todos os que para isso nos contactarem 

O tema será O Cinema e a Cidade, focando-se no que acontece às cidades quando perdem as salas de cinema, ou, nas grandes metrópoles, as redes de salas que as marcaram ao longo de quase todo o século XX; e o que acontece ao cinema quando os seus lugares de contacto com o público deixam de ser lugares de referência nas cidades e de encontro regular e intenso das comunidades urbanas.

Clique aqui para mais informações sobre o tema e sobre a selecção de comunicações.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mulher Maravilha, por Eduardo Antunes

http://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/05/mulher-maravilha-por-eduardo-antunes.html

Título original: Wonder Woman (2017)
Realização: Patty Jenkins

Com a reputação medíocre que as adaptações cinematográficas de histórias baseadas nas personagens das bandas desenhadas da DC Comics têm tido desde 2013, e face à pressão que os estúdios da Warner Bros. têm claramente sentido relativamente às adaptações por parte dos Estúdios Marvel, poderá finalmente a Mulher Maravilha ser a esperança por detrás da Warner Bros. em finalmente conseguir chegar a críticos e fãs da mesma maneira?

domingo, 28 de maio de 2017

Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias, por Eduardo Antunes

http://splitscreen-blog.blogspot.com/2017/05/piratas-das-caraibas-homens-mortos-nao.html


Os realizadores desta quinta aventura na saga do famoso pirata Jack Sparrow disseram em tempos numa entrevista que o seu objectivo com este empreendimento era capturar de alguma forma a magia e novidade do filme original. Mas a única coisa que se esqueceram é que, para que tal aconteça é preciso que haja novidade.

De Cannes 2017 para Portugal


Leopardo Filmes
Hikari, de Naomi Kawase (Selecção oficial - Prémio do Júri Ecuménico)
L'amant double, de François Ozon (Selecção oficial)
Happy End, de Michael Haneke (Selecção oficial)
The Day After, de Hong Sangsoo (Selecção Oficial)
Barbara, de Mathieu Amalric (Un Certain Regard - Prémio para a Poesia no Cinema)
Western, de Valeska Grisebach (Un Certain Regard)
Las hijas de Abril, de Michel Franco (Un Certain Regard - Prémio do Júri)
A Ciambra, de Jonas Carpignano (Quinzena dos Realizadores)
Frost, de Sharunas Bartas (Quinzena dos Realizadores)
Jeannette, de Bruno Dumont (Quinzena dos Realizadores)

Midas Filmes
120 Battements par Minute, de Robin Campillo (Selecção oficial - Prémio FIPRESCI & Grande Prémio do Júri)
Good Time, de Joshua Safdie e Ben Safdie (Selecção oficial)
In the Fade, de Fatih Akin (Selecção oficial - Melhor Actriz)
Vilages, Visages; de Agnès Varda & JR (Selecção oficial - Sessão Especial)
Un Beau Soleil Intérier, de Claire Denis  (Quinzena dos Realizadores - Filme de Abertura)
L'amant d'un jour, de Philippe Garrel (Quinzena dos Realizadores)

Netflix
Okja, de Bong Joon Ho (Selecção oficial - 28 de Junho)
The Meyerowitz Stories, de Noah Baumbach (Selecção oficial)

NOS Audiovisuais
Wind River, de Taylor Sheridan (Selecção oficial)

"A Fábrica de Nada" vence prémio FIPRESCI da Quinzena dos Realizadores 2017


O filme A Fábrica de Nada, do português Pedro Pinho, venceu o prémio FIPRESCI, atribuído pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, da Quinzena dos Realizadores, secção paralela ao Festival de Cannes 2017.


A história, mistura de ficção e documentário, com toques de musical anti-capitalista, inspirou-se numa fábrica dos arredores de Lisboa, que sobreviveu em autogestão pelos operários. A produção da Terratreme Filmes é um filme colectivo, feito também pelas mãos de Leonor Noivo, Tiago Hespanha, João Matos e Luísa Homem.

domingo, 23 de abril de 2017

"The X-Files" regressa com dez novos episódios


Depois da FOX ter reavivado The X-Files o ano passado, quatorze anos depois do fim da última temporada da série, Mulder e Scully regressarão de novo ao pequeno ecrã. Apesar dos seis novos episódios não terem sido bem recebidos pelos fãs e crítica, a FOX quer manter a série viva e encomendou uma décima primeira temporada, composta por quatorze episódios.

O criador Chris Carter regressará como showrunner, depois da temporada anterior ter terminado num frustrante cliffhanger, criando a expectativa que a nova temporada contrarie o desapontamento sentido.

sábado, 25 de março de 2017

Syfy renova "Expanse" e "12 Monkeys"


O canal Syfy encomendou uma quarta e última temporada para 12 Monkeys, série baseada no filme homónimo de Terry Gilliam. A série segue um viajante do tempo (Aaron Stanford) e uma virologista (Amanda Schull) que trabalham juntos para salvar o futuro de uma praga que afectará a Humanidade. A terceira temporada da série regressa em Maio, com o canal a exibir os dez episódios em três noites consecutivas, começando com os quatro primeiros a 19 de Maio.

Entretanto, também The Expanse terá uma nova vida no canal, com a renovação da série para uma terceira temporada, de treze episódios, a exibir em 2018. A acção toma lugar numa galáxia colonizada, 200 anos no futuro, quando dois estranhos se vêem envolvidos numa vasta conspiração.

domingo, 12 de março de 2017

"Lucifer" e "Superstore" são renovados para uma terceira temporada


O canal FOX anunciou a renovação de Lucifer para uma terceira temporada. A segunda temporada da série estreou com 4,4 milhões de espectadores e permaneceu estável durante toda a temporada por volta dos 3,8 milhões de espectadores. A terceira temporada contará com vinte e dois episódios.

Também a NBC garantiu a Superstore uma terceira temporada de vinte e dois episódios. Até à data a actual temporada da série (continuamente bem recebida pela crítica) tem registado a média de 5,7 milhões de espectadores e um rating de 1,8 na faixa demográfica 18-49,

Canal CBS cancela "Doubt" depois de dois episódios


O canal CBS cancelou abruptamente a exibição da nova série Doubt após a exibição dos dois primeiros episódios. A estreia da série foi vista por apenas 5,3 milhões de espectadores, enquanto que na segunda semana, a audiência decresceu 25%.

A série conta com Katherine Heigl como uma bem-sucedida advogada de defesa que se apaixona pelo seu cliente (Steven Pasquale). Laverne Cox era também uma das principais personagens, naquele que é o primeiro papel de uma actriz transgénero num drama em horário nobre.

BBC e FX renovam "Taboo" para uma segunda temporada


Inesperado sucesso, Taboo situa-se em 1814 e conta a história de James Keziah Delaney (Tom Hardy), um homem que se acreditava morto e que regressa de África para Londres, irremediavelmente mudado, para herdar o que sobrou do império do pai e reconstruir a sua própria vida.

Os canais BBC e FX anunciaram a renovação da série para uma segunda temporada, de oito episódios, a estrear em 2018. A primeira temporada de Taboo foi vista por cerca de 1,24 milhões de espectadores ao vivo, mas a audiência de DVR nos primeiros sete dias na BBC ascendia aos 5,8 milhões.

domingo, 5 de março de 2017

Segunda temporada de "Feud" será sobre o Príncipe Carlos e Diana de Gales


Ainda antes da estreia de Feud: Bette and Joan, o canal FX anunciou a renovação da série sobre disputas históricas para uma segunda temporada. Ryan Murphy irá contar a história do Príncipe Carlos e Diana de Gales, conhecida como Princesa do Povo.

A segunda temporada será o «dilema humano da dor e incompreensão» e contará com dez episódios (a primeira terá apenas oito). Jon Robin Baitz (Brothers & Sisters) será co-argumentista de Feud: Charles and Diana e deverá estrear em 2018.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Trailer de "Feud: Bette and Joan", com Susan Sarandon e Jessica Lange


Foi revelado o trailer completo para a primeira temporada da nova antologia de Ryan Murphy. Feud: Bette and Joan abordará a disputa que envolveu, durante anos, as estrelas de cinema Joan Crawford e Bette Davis.


A rivalidade iniciou-se em 1962, durante as filmagens de What Ever Happened to Jane?. A disputa no grande ecrã passou para os bastidores, enquadramento que a narrativa abordará. Entre os momentos mais icónicos desta inimizade estão a cena no filme em que Jane maltrata a sua irmã - pessoas dizem que Davis realmente pontapeou Crawford - ou na cena em que Jane tinha de arrastar Blanche pelo chão - Joan colocou pesos nas roupas; Bette teve de ausentar-se das filmagens por três dias, devido às dores na coluna. Apenas Bette Davis foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz pelo filme: Joan Crawford entrou em contacto com as outras nomeadas para aceitar o seu prémio no dia da cerimónia. Nesse ano, Bette Davis perdeu o Óscar para Anne Bancroft; Joan Crawford aproximou-se da rival, disse "Com licença" e subiu ao palco para aceitar o prémio da colega de profissão.


Na série, Jessica Lange (American Horror Story) será Bette Davis e Susan Sarandon (Thelma & Louise) fica com o papel de Joan Crawford. Alfred Molina (The Normal Heart) interpreta o realizador Robert Aldrich, Stanley Tuccy (The Lovely Bones) será Jack Warner, Judy Davis (Husbands and Wives) a colunista social Hedda Hopper e Dominic Burgess interpretará o actor Victor Buono.

Feud: Bette and Joan estreia a 5 de Março, no canal FX.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Trailer de "The Circle", com Emma Watson e Tom Hanks


Foi revelado o primeiro trailer para The Circle, realizado por James Ponsoldt (The Spectacular Now) e adaptado do romance de Dave Eggers (Where The Wild Things Are):


O filme ambiente num futuro não muito distante, onde Mae (Emma Watson) é contratada para trabalhar para a maior e mais poderosa empresa tecnológica do mundo. À medida que sobe na empresa, é encorajada pelo seu fundador Eamon Bailey (Tom Hanks) a participar numa experiência científica revolucionária, que estica as fronteiras da privacidade, ética e a sua liberdade pessoal.

Em Portugal, O Círculo deverá estrear a 27 de Abril.

Annette Bening protagoniza nova temporada de "American Crime Story"


Annette Bening (20th Century Women) será protagonista da segunda temporada da série antológica American Crime Story.

Na história sobre o furacão Katrina, a actriz será Kathleen Blanco, que foi Governadora de Louisana, durante e depois dos eventos trágicos, que originaram um dos mais graves casos de negligência na história norte-americana.

Katrina: American Crime Story estreará em 2018, no canal FX. Mas a produção da terceira temporada, focada no assassinato do designer Gianni Versace, irá começar antes desta. Isso permitirá ao canal exibir ambas as temporadas, com uma diferença de apenas seis meses entre si.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

"Grey's Anatomy", "Scandal" e "How To Get Away With Murder" são renovadas


O canal ABC renovou as três séries dramáticas, produzidas por Shonda Rhimes, que integram a programação do canal às quintas-feiras: Grey's Anatomy, Scandal e How To Get Away With Murder. O sucesso deste bloco de séries originaram a marca TGIT (Thank's God Its Thursday). O seu poder foi notório quando, devido à gravidez de Kerry Washington, a midseason de Scandal foi adiada: o recente drama do canal, Notorious, não vingou e acabou por afectar negativamente as audiências de How To Get Away With Murder.

Grey's Anatomy chega assim à sua décima quarta temporada, enquanto Scandal é renovada para uma sétima e How To Get Away Withy Murder atinge a quarta temporada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jack Nicholson e Kristen Wiig protagonizarão remake de "Toni Erdmann"


É um dos filmes do ano, sensação no Festival de Cannes 2016 onde ganhou o prémio FIPRESCI e nomeado para Melhor Filme Estrangeiro nos Golden Globes e Oscars. Mas Toni Erdmann, da alemã Maren Ade, já tem garantido um remake em língua inglesa.

O filme será protagonizado por Jack Nicholson, o seu primeiro papel em sete anos, depois de ter sido anunciada a sua aposentação. O remake estará a cargo da Paramount, com Maren Ade como co-produtora executiva e Adam McKay (The Big Short) e Will Ferrell (Step Brothers) entre os produtores. Kristen Wiig (Downsizing) será a sua co-protagonista.

Toni Erdmann é uma hilariante comédia sobre a depressão e as ligações entre pai e filha.

Trailer de "The Beguiled", de Sofia Coppola


Depois de The Bling Ring (2013) e A Very Murray Christmas (2015), a cineasta Sofia Coppola regressa ao activo com The Beguiled, remake do filme homónimo de Don Spiegel.


A história é baseada no romance A Painted Devil, de Thomas P. Cullinan e ambienta-se durante o período da Guerra Civil norte-americana. A versão de Coppola foca-se agora mais no conjunto de muheres pertencentes a uma escola de jovens da Confederação e a sua relação com um soldado da União que se encontra ferido (Colin Farrell). Ao elenco feminino juntam-se Nicole Kidman (Lion), Kirsten Dunst (Hidden Figures) e Elle Fanning (20th Century Women).

The Beguiled deverá estrear no Festival de Cannes 2017, mas tem estreia marcada para os cinemas norte-americanos a 23 de Junho.

Netflix renova "Love" e "The OA"


O serviço de streaming Netflix anunciou a renovação de duas das suas séries originais. Love, com produção de Judd Apatow, foi renovado para uma terceira temporada, semanas antes da estreia da segunda temporada da série (a 10 de Março). Esta segue o relacionamento conturbado de Gus (Paul Rust) e Mickey (Gillian Jacobs) à medida que navegam entre as excitações e humilhações da intimidade, comprometimento, amor e outras coisas que ambos tentam evitar.

The OA, a série-surpresa de ficção-científica criada por Zal Batmanglij (Sound of M Voice) e Brit Marling (Another Earth), foi também renovada para uma segunda temporada. Na série seguimos a história de uma jovem cega, Prairie, que regressa a casa depois de sete anos desaparecida - mas a sua visão foi restaurada e agora pede que a chamem de "OA".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Patriots Day - Unidos por Boston, por Tiago Ramos


Título original: Patriots Day
Realização: Peter Berg
Argumento: Peter Berg, Matt Cook, Joshua Zetumer
Elenco: Mark Wahlberg, Michelle Monaghan, J.K. Simmons

Dentro de todos existirá, eventualmente, a fantasia do herói: a necessidade de nos afirmarmos como importantes e necessários, de salvarmos o irreparável. Mais do que recordar momentos históricos ou contar histórias reais, talvez seja precisamente isto que os filmes que retratam eventos trágicos da história recente pretendem ser. Um veículo para a nossa própria fantasia de querermos ser os heróis, de acharmos que se lá estivéssemos, de alguma forma a história seria contada de outra forma. Patriots Day pretende usar a figura da Lei, no retrato de um homem comum e com defeitos, mas com traços de herói, para recontar a tragédia do atentado terrorista na Maratona de Boston, em 2013.

Embora os minutos iniciais sejam auspiciosos, com uma câmara a fazer lembrar a estética de Paul Greengrass, rapidamente percebemos que longe da tendência orgânica do autor de United 93, a câmara ao ombro de Peter Berg, não é mais que uma câmara que treme muito para nada. Apenas para reforçar uma ideia de found footage, que não consegue eliminar nunca a sua artificialidade, nem distanciar-se da mera reconstituição dos factos. Uma reconstituição sobretudo mediática, filmando tudo com uma violência gráfica, carniceira e abusiva, que continua ao longo da narrativa. E embora como opção de autor pudesse ter resultado, Berg não consegue nunca demarcar-se da imagem de um tarefeiro, adepto de explosões e sem grande espaço para ideias próprias.

Mark Wahlberg enquanto Tommy Sanders é precisamente a tal figura com que se espera que o espectador se identifique. O homem errante e problemático, que cometeu erros no passado e que espera pela oportunidade de redenção. E que em face aos atentados assoma-se-lhe o espírito do herói incansável, pela determinação de fazer "justiça", mas apenas e só, pela captura dos terroristas, como forma de tornar o mundo melhor. Embora a interpretação do actor não seja de todo incompetente, o seu retrato peca pela unidimensionalidade da personagem. Facto transversal a todo o filme, onde seria mais interessante isolar uma daquelas histórias de vítimas reais (e não só como acessórios a puxar ao melodrama) ou até e especialmente, focar-se nos terroristas, nunca os reduzindo ao estereótipo religioso e racista.

Não obstante, o filme ter um trabalho de investigação e reconstituição interessantes, nem que seja pela nossa tendência de voyeuristas, Patriots Day nunca deixa a sua visão patriótica e panfletária. Uma propaganda nacionalista, que não dá margem para uma discussão politicamente sustentável e sem ideias preconceituosas. Sobretudo, mantém sempre uma ideia oportunista de explorar as vítimas reais, de uma forma hipócrita e que funcionaria melhor se assumisse as suas ideias políticas (como American Sniper fez) ou tomasse forma num documentário dramático. Ainda que a espaços consiga surtir emoções no espectador, nem o realizador nem os argumentistas são capazes de escapar à ideia de filme-tributo, com ideias inconsequentes.